Estamos entrando em uma nova era de transparência ESG e ela é potencializada pela adoção de protocolos de confiança, como o blockchain. Em nossos posts anteriores já tratamos do significativo aumento da exposição e cobrança sobre as ações ESG das marcas, feitas pelo mercado. Como resultado, a necessidade do marketing das marcas comunicar melhor esta transparência nunca foi tão importante. Neste sentido, as marcas precisam se reinventar, buscando novas formas de melhorar a experiência de seus consumidores em torno da transparência ESG e a tecnologia blockchain está sendo utilizada para potencializar tudo isso.

Você deve estar se perguntando, mas afinal das contas, o que é o blockchain e como ele é utilizado, de forma prática, para melhorar essa entrega de valor. Outra questão, muito comum é, vale a pena investir em soluções que possuem essa tecnologia se até agora nunca precisei trabalhar com isso? Por que agora?

Neste conteúdo buscaremos responder essas questões com casos práticos, mas vamos por partes.

Afinal, o que é blockchain?

Você pode pensar no blockchain como um livro razão digital, estes que registram o histórico de entradas e saídas (transações) de “coisas”. A diferença é que o blockchain é um livro razão digital compartilhado e muito bem criptografado. Ele é tão seguro que as transações são praticamente impossíveis de serem alteradas, ou seja, uma vez registrado, não se pode mudar esse registro.

Em um transação típica, várias partes estão envolvidas ao longo de uma cadeia de suprimentos e, cada parte, normalmente tem sua própria versão da verdade. Este ambiente pode estar repleto de erros, duplicações e redundâncias que criam ineficiências ao longo da cadeia de abastecimento.

Assim, se for utilizado um único livro razão compartilhado, à prova de violação, evita-se muitas dessas ineficiências e permite que todas as partes participantes na série de transações tenham uma única versão da verdade. Existem elementos exclusivos das redes de blockchain que tornam a tecnologia importante em termos de promoção de maior confiança e transparência ESG. Esses elementos são:

  • Descentralização: em uma rede blockchain as informações são armazenadas em diferentes máquinas (virtuais) chamadas de “nós”. Cada “nó” mantêm uma cópia dos mesmos dados, eliminando, assim, o risco de um único ponto de falha na rede. Esta é uma diferença fundamental entre uma rede blockchain e um repositório centralizado (ou autoridade) de dados.
  • Imutável: usando “hashes” criptográficos e criptografia, os dados são gravados no blockchain de uma forma que não podem ser alterados sem detecção dos demais “nós”. Isso não apenas aumenta a confiança nos dados em si, mas também incentiva todas as partes interessadas por colocar seus dados no blockchain de forma responsável, garantindo a precisão sempre que forem carregados no sistema.
  • Consenso: para gravar qualquer dado no blockchain é necessário requer consenso de todas as partes envolvidas em uma transação. Isso garante que uma única entidade não controle o blockchain e também permite a permissão de dados para atender às necessidades de negócios dos participantes do blockchain.
  • Democrático: a governança do blockchain pode ser implementada e aplicada de maneira democrática e transparente, por meio do qual um grupo diversificado de partes interessadas que participam da rede do blockchain e que tenham voz igual em questões como propriedade de dados, direitos, compartilhamento de dados e proteção.

Estas características fazem com que o blockchain também seja conhecido por “protocolo de confiança”, pois ele permite que as partes possam confiar nas informações registradas, pois elas podem ser facilmente auditadas (quem registrou o quê, quando, onde e porque).

Como o blockchain potencializa a transparência ESG?

Mostrando a jornada dos produtos para o consumidor

Nós da eumostro ajudamos a sua marca a mostrar a jornada do do seu produto, desde a origem, para que o seu consumidor. O blockchain melhora a transparência registrando em sua rede descentralizada e imutável, tanto a rastreabilidade externa (recebimento de insumos) quanto interna (criação da árvore de pedidos). Na prática são realizados registros e contratos inteligentes, entre as partes envolvidas, cujas informações não podem ser alteradas por qualquer parte (nem por nós). Isso garante mais segurança e responsabilidade sobre as informações que você recebe ao ler a linha do tempo do produto que está (ou vai) consumir.

O registro da jornada do produto pode ser tão complexa e detalhada quanto a cadeia de suprimentos conseguir, dentro das suas possibilidades integração desta tecnologia aos seus processos. Podem-se integrar diferentes atores da cadeia ou até mesmo, diferentes setores dentro da mesma empresa. A incorporação e integração de tecnolgias oriundas da quarta revolução industrial (sensores, dispositivos IoT, Inteligência Artificial, dentre outros) possibilita que os dados sejam registrados de forma automática, ou seja, sem a dependência de um “humano”. Isso permite ainda mais transparência e confiança, pois diminui-se consideravelmente os riscos de erros de inserção.

Mostrando o comprometimento com a Economia Circular

Com o registro dos materiais dentro de um processo produtivo de uma indústria, tem-se a comprovação da utilização de resíduos oriundos do pós consumo. Para a transparência de um sistema circular, o registro criptografado e seguro do uso de resíduos como matéria-prima, traz uma maior garantia e transparência do comprometimento da marca com a reciclagem e upcycling, por exemplo.

Na eumostro você consegue registrar tanto o recebimento do insumo no blockchain, quanto a geração dele como um subproduto do seu processo produtivo. Isto permite que esta métrica seja mais segura, transparente e com rastreabilidade. Ao comunicar esta informação para o seu consumidor, cliente, colaborador ou investidor, há uma maior garantia da veracidade da informação, pois todos dados são auditáveis.

Mostrando a rastreabilidade dos criptoativos

Uma das aplicações mais utilizadas com o blockchain é a “tokenização” (digitalização no blockchain) de ativos, sejam eles tangíveis (um produto físico) ou intangíveis (criptoativos). Quem conhece o mercado de créditos de carbono, por exemplo, sabe a transparência sobre a comercialização de Unidades Digitais de Carbono (UDC), ou créditos de carbono, ainda precisa melhorar muito. Não se sabe, por exemplo, aferir as transações realizadas de um lote gerado, havendo muita margem para dupla contagem (ou duplicação de vendas).

A proposta da eumostro é registrar os criptoativos (UDC, por exemplo) na plataforma, dando total transparência para quem está comprando da quantidade gerada e quanto ainda não foi comercializado (saldo remanescente). Como todas transações ocorrem dentro da plataforma utilizando o blockchan Ethereum via contrato inteligente (ou Smart Contracts, em Inglês) há maior transparência e “auditabilidade” do processo. Isso garante que o mercado de carbono possa ser autoregulado, impedindo com que duplas contagens sejam realizadas. As “aposentadorias” das UDC também são registradas no blockchain, dando fim a jornada do crédito de carbono para que possa servir seu propósito de compensar uma emissão (pegada de carbono).

A eumostro é uma plataforma de transparência ESG com blockchain

Nós da eumostro temos o propósito de acelerar a transparência ESG por meio da tecnologia. Uma delas é o blockchain e, como mostramos neste artigo, ajuda as marcas e seus consumidores a buscarem renovar a confiança um no outro. Entre em contato conosco agora mesmo e vamos juntos neste movimento de mais transparência ESG!

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