O ESG tem crescido e as mulheres em cargos de liderança também. O Índice de Diversidade de Gênero (IDG), pesquisa elaborada e promovida pela Kantar – empresa líder global em pesquisa de mercado, nos mostra números relevantes sobre a questão de gênero e a liderança feminina no mercado de trabalho.

Segundo os números publicados, entre os anos de 2012 e 2020, a quantidade de mulheres em cargos de liderança dobrou, indo de 10% para 20%. Claro, que ainda sim é um percentual baixo de ocupação pelo gênero feminino, mas diante de uma pesquisa que nos traz dados de 18 países e que possui como principal objetivo reconhecer as empresas que contribuem para a diminuição da desigualdade de gênero e que incentivam a participação feminina em espaços corporativos, já podemos enxergar a evolução do mercado.

As mulheres estudam mais!

E essa não é uma frase tendenciosa da eumostro, são os dados que nos mostram:

  • Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que 23,5% das mulheres com mais de 25 anos possuem ensino superior, ao mesmo tempo que a porcentagem de homens com a mesma titulação é de 20,7%.
  • Dados a nível nacional mostram que a quantidade de doutoras tituladas a cada ano cresceu 61% de 2013 a 2019, segundo informações compiladas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Além disso, os dados dão conta de que as mulheres são maioria em relação aos homens. Só em 2019, que foi o último ano com levantamento completo, 13.419 mulheres foram tituladas no Brasil, enquanto o número de doutores homens foi de 11.013.
  • Os dados compilados pela plataforma Quero Bolsa mostram que, apesar da maioria das carreiras pagarem salários menores às mulheres, elas são 57% do total de estudantes no ensino superior. São também maioria na iniciação científica, representando 59,71% do total dos pesquisadores. Na pós-graduação, 54% do total de estudantes são mulheres.

Histórias de mulheres em cargo de liderança que contam suas histórias na eumostro

Amanda Hoch – CEO da Tilápia Leather
A tradição na arte de curtir couro está em sua família desde 1929 e mesmo sendo um mercado predominantemente masculino. Amanda, com seu extenso currículo de Zootecnista, pesquisadora científica e empreendedora, está a frente do curtume Tilápia Leather desde 2009. Na Tilápia Leather o couro de tilápia, ao invés de ser descartado após a separação do filé do peixe para o consumo humano é aproveitado, oferecendo ao mercado da moda um material de excelente estética e qualidade.

“A minha luta diária é não desistir do que arde em meu coração. Ser empreendedor no Brasil é desafiador, você vence todo dia a si mesma.”

Amanda Hock, Tilápia Leather

Edite Zomer Righetto – CEO do Grupo Righsson
Fundado em 1989 na cidade de Orleans, Santa Catarina, a história do grupo começou quando Edite em meio a maior greve dos professores do estado de Santa Catarina, decidiu que ela e seu marido, também professor, não poderiam mais aguardar algum posicionamento do Estado sobre um futuro para eles.

Com uma máquina de costura emprestada, no porão da casa de sua mãe e sem nenhuma experiência no ramo, comprou alguns retalhos de tecidos à prazo, produziu e seu marido bateu de porta em porta nas lojas para que os comerciantes vendessem suas peças. Tudo isso aconteceu enquanto ela ainda intercalava entre produzir as peças, cuidar de dois filhos pequenos e lecionar aulas (parou de lecionar em 1993).

Atualmente o Grupo Righsson segue sendo comandado por ela. O quadro de colaboradores conta com quase cem profissionais, sendo que aproximadamente 95% desse quadro é composto por mulheres.

Cinco maneiras de mudar a política e a cultura para que mais mulheres possam reivindicar cargos de liderança no mundo do trabalho

(Esse mesmo título e os itens abaixo são de total crédito do site  ONU Mulheres Brasil , mas achamos os mesmo de extrema importância e estamos pontuando aqui em nosso blog também).

  1. Exija salário igual para trabalho de igual valor;
  2. Solicite políticas de licença parental que apoiem mães e pais;
  3. Exija políticas de tolerância zero para o assédio sexual e a violência no local de trabalho;
  4. Divida igualmente o trabalho doméstico e o de cuidar em casa;
  5. Exija representação igual das mulheres nas salas de reuniões.

Importante:

Esse texto foi redigido por uma mulher, por nossa Head de Marketing, Camila Karpinski. A eumostro espera que cada vez mais mulheres estejam à frente de cargos de liderança, com autonomia, respeito e que esses valores sejam repassados em “larga escala”.