O consumidor, agora mais do que nunca, tem interesse em conhecer a transparência e impactos, além do rótulo, da indústria da beleza. Depois da campanha “Save Ralph” (Salve Ralf, em tradução livre), que denuncia a crueldade contra animais utilizados em testes, para as marcas, mostrar os impactos além do rótulo se tornou ainda mais estratégico. Você conhece as histórias e impactos além do rótulo dos produtos que consome?

No Brasil, somos o quarto mercado mundial que mais consome produtos de beleza. Mesmo em 2020 com tantas incertezas frente à pandemia, o setor de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (HPPC) fechou 2020 com crescimento de 5,8%, segundo o Painel de Dados de Mercado da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC).

“Nós temos a fórmula secreta da beleza”

Esta já não é mais uma boa frase para ser usada como slogan de uma marca. Isso, pois 87% dos consumidores brasileiros desejam maior transparência sobre a origem dos produtos, condições de trabalho mais seguras e uma posição clara em relação a questões como testes em animais. Agora eles perguntam e pesquisam sobre sua cadeia de suprimentos de ingredientes, buscam por produtos que estejam alinhados com valores de sustentabilidade e tem tolerância zero quando o assunto é teste em animais). A transparência é a palavra da vez.

Pode ser que, neste momento, você seja um gerente de produto ou mesmo CEO nesta indústria da beleza e não sabe, ao certo, como identificar quais pontos rever e iniciar essas transformações. Por isso, listamos abaixo alguns pontos de atenção que podem ser um bom “norte” de como estar conectado com as expectativas do seu consumidor. Vamos lá:

  • Reveja seus insumos: Insumos sintéticos, como microplásticos presente em esfoliantes, cosméticos, pastas de dente, sabonetes para as mãos e para o corpo, entre outros produtos, tem causado poluição generalizada tanto de ecossistemas marinhos, como de ambientes de água doce, segundo estudos do professor Luiz Felipe Mendes de Gusmão.
  • Atenção em como divulgar de forma clara os selos que o seu produto possui: Por exemplo, o termo “vegano” tão usado em selos nas embalagens significa que o seu produto não possui ingredientes de origem animal, mas não é garantia de que não houve teste em animais. Deixe claro em sua comunicação os objetivos e validações que cada selo seu possui, integridade para respaldar essas informações é fundamental.
  • Tipos de embalagens: Há um movimento importante na indústria natural e orgânica da beleza que tem tratado da eliminação total (ou quase) de embalagens. Marcas como B.O.B, feito brasil, Steal The Look, tem apostado em dar ênfase sobre quais tipos utilizam e os diversas opções disponíveis.
  • Retorno das embalagens: A responsabilidade das marcas não acabam no momento da venda, mas sim é preciso retornar e dar o adequado destino às embalagens dos produtos. Programas de reciclagem e Economia Circular, buscam reaproveitar este componente no processo produtivo da indústria, tornando o ciclo de vida dos produtos mais sustentável.

Olhe para o plástico e lembre-se que pode demorar até 400 anos para se decompor na natureza. Estima-se que existam em média 150 milhões de toneladas métricas de plástico nos mares e, segundo a pesquisa online da Orb Media, realizada com 42 mil pessoas em 30 países, 25% disseram estar extremamente preocupadas com o impacto dos plásticos no mundo.

Lembre-se que o feito é melhor que o perfeito

Sarah Creal, co-fundadora e CEO da marca de maquiagem Victoria Beckham Beauty em um webinar, parafraseou essa frase na indústria da beleza quando disse: 

“Nós falamos sobre o fato de que não somos perfeitos, mas temos a visão. Tentar é o começo de tudo”.

Sarah Creal

Vamos ressaltar aqui: Tentar é o começo de tudo! Segundo a Futerra, 98% das pessoas acreditam que as marcas têm a responsabilidade de promover mudanças positivas no mundo.

Fonte: Futerra consume research, Junho de 2019.

Diante de dados expressivos que o mercado tem trazido em relação ao que o consumidor espera das marcas, precisamos abrir esse debate do “começar” de forma clara essas mudanças. Imagine que até mesmo para profissionais que estão inseridos diariamente em contextos de sustentabilidade e transparência na cadeia de suprimentos, algumas questões ainda são complexas e podem não estar nas agendas de seus fornecedores, quem dirá do consumidor final, lá na ponta.

Para isso, pode contar com a eumostro

Você já deve imaginar, mas aqui na eumostro somos apaixonados (e não é clichê de marca) pela frase “além do rótulo”. Gostamos tanto e acreditamos nisso, que até criamos uma plataforma de transparência ESG para mostrar que cada produto tem sua história e impacto. É com ela que os consumidores, colaboradores e investidores (ou seja, todo o mercado) recebem a informação de transparência ESG de forma clara e simples.

Por exemplo, se o gerente de produtos que mencionamos nesse post é você, nós estamos prontos para conversar. A nossa plataforma de transparência ESG poderá te ajudar a contar todo impacto positivo que ocorre na sua cadeia, como os testes dos seus produtos são realizados e os ingredientes que utiliza. Caso opte por mostrar a origem, podemos ajudar com a rastreabilidade de materiais. Na questão da Economia Circular, oriente seus consumidores do que fazer na hora do pós consumo, onde retornar embalagens, bem como todas as vantagens deste processo. Em outras palavras, te ajudamos a colocar em prática, de forma simples e confiável, a comunicação ESG que gera credibilidade em seu produto e melhora a reputação da sua marca.

Por outro lado, se você é um consumidor e tem interesse em conhecer os impactos além do rótulo dos produtos que consome, converse com a sua marca. É importante que façamos nossa parte e saibamos quais práticas estão envolvidas na cadeia de valor dos produtos para que, casos como o do coelho Ralf, nunca mais se repitam.