A CPR Verde e o compliance ESG precisam andar lado a lado para viabilizar o mercado voluntário de carbono no Brasil. Recentemente o Governo Federal lançou um novo mecanismo de mercado, a CPR Verde, que regulariza a geração e comercialização de créditos de carbono voluntário, que somado ao comando e controle, avança no objetivo de frear o desmatamento ilegal no Brasil. No entanto, para não perder a credibilidade, este mecanismo precisa de um sistema de conformidade (compliance, em Inglês) muito robusto, ou perderá a credibilidade junto ao mercado.

O que é a CPR Verde

Em nosso artigo anterior explicamos o que é a Cédula do Produto Rural (CPR) Verde, mecanismo que, em vez de custear a produção, vai custear a manutenção da floresta que existe dentro da propriedade rural. A CPR Verde é um passo na direção da regularização do Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) aqui no Brasil.

É necessário que o produtor rural (ou proprietário de área florestal) faça uma estimativa (quantitativa) do estoque de carbono da área, elaborando um projeto de proteção ou que “garanta” a manutenção dos estoques na área. É um tema complexo e precisa de um serviço técnico especializado para isso (como o oferecido pela HDOM). Depois é necessária uma auditoria terceira para validação dos dados e, por fim, registro na B3 e comercialização propriamente dita. Não é um rito simples, mas necessário para a conformidade do processo.

A CPR Verde e o compliance ESG

Como todo mecanismo de PSA, é muito importante que haja forma de entregar confiança e transparência ao mercado. É neste ponto que a eumostro ajuda no processo, pois consegue conectar diferentes atores que participam do processo (produtor rural, empresas de consultoria, auditores etc), registrando, organizando e apresentando as informações de forma transparente.

O blockchain como protocolo de confiança

O blockchain é uma importante tecnologia que conecta a CPR Verde e o compliance ESG, pois garante pontos importantes do processo:

  • Imutabilidade dos dados: como o blockchain envolve criptografia e armazenamento descentralizado, é quase impossível os usuários alterarem os dados sem que isso seja detectado pelo sistema de validação;
  • Confidencialidade: a confidencialidade das informações sensíveis ao projeto é, muitas vezes crítica, e redes blockchain de consórcio (federado) proporcionam que diferentes empresas compartilhem informações de forma segura e confidencial;
  • Não repúdio: quando uma informação é enviada por um membro da cadeia de valor (um fornecedor, por exemplo) ele não tem formas de “dizer” que “não fui eu”, ou seja, o receptor da informação tem a “certeza” de quem enviou a informação (origem) trazendo mais conformidade ao processo;
  • Autenticação: o blockchain permite que o conjunto clientes-fornecedor (canal) utilize um conjunto de chaves criptográficas públicas e privadas que autenticam o processo, ou seja, quando um serviço relacionado ao processo de crédito de carbono é autenticado pelo fornecedor, está valido (como fosse uma assinatura eletrônica).

A eumostro utilizou o framework Hyperledger Fabric para criar uma rede blockchain federativa, onde os partícipes do projeto da CPR Verde participam e, com as confirmações de serviço, entregam a conformidade ESG que o ativo ambiental (crédito de carbono voluntário) precisa para ter lastro.

O impacto positivo de uma CPR Verde

Mostrar o impacto positivo de uma CPR Verde é desafiador. Um ativo ambiental é intangível e, muitas vezes, quem está comprando não entende muito bem no que está investindo. Quando você compartilha o impacto de forma “pulverizada”, ou seja, em posts no LinkedIn, Instagram, Webpage etc, eles são percebidos de forma “desconexa” pelo seu consumidor (e comprador) e, muitas vezes, não entende o real valor do seu projeto.

Com a eumostro você organiza e mostra todo o impacto positivo do seu projeto com o Lastro ESG que ele precisa. Desenvolve indicadores e mostra, de forma simples e clara, o impacto quantificado. Na questão qualitativa (ou subjetiva), você mostra por fotos as histórias por trás do ativo.

Por fim, o lastro entregue pela conexão com os fornecedores (de forma digital), potencializadas pela tecnologia blockchain entregam mais segurança do ativo que está comercializando. A CPR Verde e o compliance ESG devem andar lado a lado e a tecnologia permite que a experiência de compra do ativo seja melhor, mais segura e que potencialize todo o impacto criado pelo projeto.